
Acompanhamento da legislação, suporte às empresas e linha especial de crédito aos empresários foram principais atividades jurídicas realizadas no ano pela Federação
31/12/2020Por conta da pandemia da Covid-19, 2020 foi um ano de profundos impactos mundiais. Além das inúmeras perdas e consequências na área da saúde, a doença gerou implicações sociais e econômicas que foram sentidas por países, empresas e por toda a população. Neste cenário, o suporte prestado a segmentos da sociedade por entidades e instituições foi essencial para que os setores pudessem superar as dificuldades e aprender a lidar com a nova realidade.
Esse foi o caso da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas (FENATAC). “Desde o começo da pandemia, a entidade fez o acompanhamento das legislações pertinentes ao Transporte de Cargas e ofereceu acompanhamento jurídico aos empresários do setor”, comenta Gabriela Lustosa, assessora jurídica da FENATAC.
Mesmo com a classificação do transporte como atividade essencial, o segmento sentiu os fortes efeitos da pandemia. A implementação de restrições de tráfego e o fechamento de comércios que prestavam serviços aos profissionais foram algumas medidas que atrapalharam as atividades do setor, conforme relata Lustosa. Além disso, a empregabilidade foi menor por conta de demissões em todo o país e as empresas foram seriamente afetadas em faturamento.
“Tentávamos traduzir para as autoridades as dificuldades que os empresários estavam passando”, lembra a assessora jurídica. Em função disso, a FENATAC atuou em parceria com o Fórum Produtivo do Distrito Federal e do Estado de Goiás, conseguindo com o Banco de Brasília (BRB) uma linha de crédito às empresas com juros subsidiados e condições especiais.
No entanto, Lustosa acredita que, apesar da retomada do setor nos últimos meses do ano, a recuperação total do setor demandará um tempo maior em função do período sem faturamento e da instabilidade nacional e mundial. “Em 2021, esperamos uma solução para o tratamento da Covid-19, um posicionamento sanitário do governo para que essa doença seja debelada e que o país possa voltar a crescer com segurança e recuperar esse período de perdas e estagnação”, finaliza a assessora jurídica da entidade.